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Sistema para restaurante: pedido próprio ou comissão de marketplace?

Sistema para restaurante e delivery próprio: como fazer a conta entre a comissão do marketplace e o pedido direto com os seus números, quanto custa e quando não compensa.

RestauranteDeliveryPreço

Quem pesquisa "sistema para restaurante" ou "sistema de delivery próprio" quase sempre tem a mesma dor: olha o repasse do aplicativo de entrega no fim do mês e sente que uma fatia grande do faturamento ficou no caminho. A pergunta que vem depois é "se eu tivesse meu próprio canal de pedido, eu sairia ganhando?".

A resposta honesta é: depende de uma conta que só você consegue fazer, com os seus números. Eu vendo sistema sob medida, então tenho interesse na resposta "sim". Por isso vou te ensinar a conta e mostrar quando ela dá negativa.

O que o marketplace faz bem.

Antes de qualquer número, vale ser justo com o marketplace. Ele traz cliente que nunca ouviu falar do seu restaurante. Esse cliente abre o aplicativo com fome, procura "hambúrguer" ou "marmita" e acha você. Fazer isso sozinho custa tempo e dinheiro de divulgação.

O canal próprio não faz isso. Ele serve para outro tipo de cliente: o que já conhece você, que passou na porta, viu o Instagram ou pediu semana passada e quer pedir de novo. Por isso a pergunta certa não é "marketplace ou sistema próprio", e sim "quantos dos meus pedidos de hoje vêm de gente que já me conhece?".

Marketplace

Bom para: ser encontrado por cliente novo, sem investir em divulgação

Cuidado: uma parte de cada pedido fica com a plataforma, e os dados do cliente também

Canal próprio

Bom para: cliente que já conhece o restaurante e pede de novo, com você ficando com cadastro e histórico

Cuidado: não traz cliente novo sozinho e exige que o cliente aprenda a pedir direto

Muitos restaurantes usam os dois: o marketplace como vitrine e o canal próprio para a recompra.

A conta com os seus números.

Pegue o último repasse do aplicativo e responda quatro perguntas:

  1. Quantos pedidos por mês vieram pelo marketplace?
  2. Qual o valor médio (ticket) de cada pedido?
  3. Quanto ficou com a plataforma por pedido, em porcentagem? Use a comissão que aparece no seu repasse, não a que alguém te contou. Ela muda conforme o plano e o contrato, e eu não vou citar um número de plataforma nenhuma aqui por isso.
  4. Quantos desses pedidos são de cliente recorrente, que já pediu de você antes e poderia pedir direto?

A economia mensal é:

pedidos que migram x ticket médio x comissão

Depois você desconta o custo do canal próprio (mensalidade) e compara o que sobra com o investimento inicial. Uma observação importante: veja no seu contrato o que a comissão cobre. Em alguns casos ela inclui a entrega. Se for o seu caso, o canal próprio precisa de entregador, e esse custo entra na conta.

Um exemplo hipotético.

Os números abaixo são inventados, só para mostrar o raciocínio. Troque pelos seus.

Imagine um restaurante com 600 pedidos por mês no marketplace, ticket de R$60 e comissão de 20% (hipotética). Cada pedido deixa R$12 com a plataforma. Imagine também um sistema sob medida de R$9.900 de entrada e R$490 por mês, que são os meus valores.

Quanto sobra depende de quantos pedidos migram:

  1. 50 pedidosR$600 por mês de comissão que deixa de ser paga. depois dos R$490 do sistema, sobram R$110. Os R$9.900 de entrada quase nunca voltam
  2. 100 pedidosR$1.200 por mês. sobram R$710 depois da mensalidade. O investimento volta em cerca de 14 meses
  3. 200 pedidosR$2.400 por mês. sobram R$1.910 depois da mensalidade. O investimento volta em cerca de 5 meses

O ponto de equilíbrio da mensalidade, nesse exemplo, é R$490 divididos por R$12: cerca de 41 pedidos por mês só para pagar o sistema, antes de recuperar a entrada. Se pouca gente migrar, o sistema próprio não se paga. Se muita gente migrar, ele se paga rápido.

Ninguém migra sozinho. O cliente só pede direto se você der um motivo: um cartão ou bilhete na sacola com o QR do cardápio, o link no Instagram, o WhatsApp avisando o pedido, um cupom na recompra. O canal próprio é o começo do trabalho, não o fim. Se você não vai fazer esse trabalho de levar o cliente para o seu canal, a economia do exemplo não acontece.

O caminho barato: site com cardápio e WhatsApp.

Nem todo restaurante precisa de sistema. Se o volume é pequeno e o que você quer é parar de receber pedido bagunçado no WhatsApp, existe um caminho mais barato:

  • Site com cardápio, a partir de R$2.490 de entrada e R$189 por mês. Detalhes em criação de sites.
  • Chatbot de WhatsApp, a partir de R$1.490 de entrada e R$290 por mês, que organiza o pedido no próprio WhatsApp. Detalhes em chatbot para WhatsApp.

Somando os dois, são a partir de R$3.980 de entrada e R$479 por mês. A mensalidade ficou parecida com a do sistema, mas a entrada é bem menor. Refaça a conta do exemplo acima com R$3.980 e você verá que o ponto de equilíbrio chega muito mais cedo.

O sistema sob medida entra quando esse caminho começa a apertar: o pedido precisa cair num painel da cozinha, com status, a taxa de entrega varia por bairro, o cardápio muda por horário ou você quer o cadastro dos clientes num sistema seu. Para uma visão de preço de site no mercado, veja quanto custa um site.

O que um sistema de pedido próprio precisa ter.

Se você for comparar fornecedores, prefira os que entregam estas peças:

  • Cardápio editável por você, com preços, adicionais e horário, sem chamar ninguém.
  • Pedido pelo site e pelo WhatsApp, com retirada ou entrega e endereço já organizado.
  • Painel da cozinha, com os pedidos em fila e o status de cada um.
  • Taxa de entrega e área atendida, por bairro ou distância, com pedido mínimo.
  • Cadastro de clientes, para você falar de volta com quem já pediu.
  • Código e dados no seu nome, para que sair do fornecedor não signifique perder o cadastro.

Pagamento online (Pix ou cartão), integração com impressora ou com o PDV que você usa e controle de entregadores podem entrar, mas variam conforme o equipamento e o provedor, e elevam o valor. Confirme sempre antes de fechar.

Quando não compensa.

Seja franco com você mesmo. O sistema próprio provavelmente não compensa quando:

  • quase todo o seu pedido vem de cliente novo, que só te achou pelo aplicativo;
  • o volume mensal é baixo e a mensalidade come a economia;
  • um sistema pronto de cardápio e PDV, mais barato, já resolve o que você precisa;
  • você não tem tempo para levar o cliente para o canal direto.

Nesses casos, fique com o marketplace e invista em ser bem avaliado nele. Sistema pronto também é uma resposta legítima: existem opções boas e baratas, e eu digo isso na primeira conversa se for o seu caso.

Quanto eu cobro.

Eu não vendo hora: vendo projeto fechado, com entrada mais mensalidade. A mensalidade cobre hospedagem, backup, monitoramento, suporte e ajustes pequenos. O mínimo é de 6 meses, e depois você cancela quando quiser e leva o código e os dados.

  • Sistema sob medida para restaurante e delivery: R$9.900 de entrada mais R$490 por mês.
  • Descoberta paga de R$990, em que definimos escopo, prazo e valor por escrito. Se o projeto seguir, esse valor é abatido da entrada.
  • Caminho barato: site a partir de R$2.490 mais R$189 por mês e chatbot a partir de R$1.490 mais R$290 por mês.

Os fatores que fazem o valor subir são pagamento online, impressora ou PDV, mais de uma unidade, controle de entregadores e migração de cardápio e clientes. Todos os detalhes estão na página de sistema para restaurante e delivery, e para o panorama geral há desenvolvimento de sistemas.

Como decidir.

  1. Pegue o último repasse e descubra a sua comissão real, o ticket e o volume.
  2. Estime quantos pedidos são de cliente recorrente. Seja conservador.
  3. Faça a conta do exemplo com a mensalidade e a entrada de cada opção.
  4. Comece pelo caminho mais barato se o volume for incerto. Dá para evoluir para sistema depois.

Se quiser, me mande os seus números: depois de uma conversa curta, eu te digo com franqueza se compensa um sistema, um site com chatbot, ou se o marketplace sozinho ainda é a melhor escolha.