Quanto custa um aplicativo em 2026: faixas, extras e quando não precisa
Faixas de preço de um aplicativo no Brasil, o que faz o valor subir, as taxas da Apple e do Google, a manutenção e quando um site resolve. Mais quanto eu cobro.

"Quanto custa um aplicativo?" não tem resposta de uma linha, porque a pergunta esconde outras: para iPhone, Android ou os dois? Precisa de login? Recebe pagamento? Tem painel para a sua equipe? Cada "sim" soma horas de trabalho, e as horas definem o preço.
Neste artigo eu junto as faixas públicas que encontrei, explico o que empurra o valor para cima, listo os custos que vêm depois da entrega e digo quando um site resolve o seu problema por muito menos. No fim, mostro quanto eu cobro.
As faixas de preço em 2026.
- R$15.000 a R$40.000Aplicativo simples no Brasil. segundo a CronoShare, janeiro de 2026
- R$15.000 a R$30.000Média nacional da mesma fonte. com casos de R$10.000 a R$50.000 ou mais
- R$30.000 a R$70.000E-commerce em aplicativo. na mesma página
Os valores vêm da CronoShare, e a própria página avisa que são indicativos. Não existe pesquisa estatística do mercado inteiro. Essas faixas vêm de empresas que vendem o serviço, então servem como ordem de grandeza, não como tabela.
E lá fora?
A Innowise, uma empresa de desenvolvimento, estima de US$20.000 a US$60.000 para um app simples de uso empresarial e de US$50.000 a US$120.000 para um app médio, com contas de usuário, servidor e integrações. O valor-hora varia de US$20 a US$50 no Sudeste Asiático e de US$100 a US$200 nos EUA e na Europa Ocidental. Parte da diferença entre o Brasil e o exterior é só isso: quem desenvolve e onde.
O que faz o preço subir.
O número de telas pesa, mas não é o que mais pesa. O que mais muda o orçamento:
- iPhone e Android. Fazer um app nativo para cada sistema significa dois códigos. Com uma tecnologia como React Native, um código só atende os dois, e isso derruba o custo. A Innowise também aponta que apps nativos para as duas plataformas custam mais do que as opções multiplataforma.
- Servidor (back-end). Se os dados precisam ficar guardados e compartilhados entre usuários, existe um sistema por trás do app. Esse sistema é metade do trabalho, e o usuário nem vê.
- Login e contas. Cadastro, recuperação de senha, perfis e permissões parecem simples e dão bastante trabalho para ficar seguros.
- Pagamentos. Pix, cartão, assinatura. Além da integração, entram regras das lojas de aplicativos e testes com dinheiro de verdade.
- Integrações. Conectar o app a um ERP, a um sistema da empresa ou a uma API de terceiros depende da qualidade da documentação do outro lado.
- Painel administrativo. Quase todo app precisa de uma tela web para a equipe cadastrar produtos, ver pedidos ou responder usuários. Costuma ser esquecido no primeiro orçamento.
- Notificações, câmera, localização, funcionamento sem internet. Cada recurso do aparelho é um item a mais para construir e testar.
Custos que continuam depois de publicar.
Aplicativo não é como um folheto que se imprime e acabou. Os custos recorrentes:
US$99
por ano, Apple Developer Program
US$25
uma vez só, conta do Google Play
15% a 20%
do custo inicial por ano, reserva de manutenção
Sem a conta da Apple não há como publicar na App Store; o valor está na página oficial do programa. A taxa do Google Play é a de registro da conta de desenvolvedor, segundo a central de ajuda do Google Play.
- Servidor e banco de dados. Depende do volume de usuários. Para um app pequeno costuma ser uma conta modesta, mas existe e cresce com o uso. Pergunte quanto fica e em nome de quem a conta é aberta.
- Atualizações de iOS e Android. Todo ano saem versões novas dos dois sistemas, e o app precisa continuar funcionando nelas. Sem isso, ele quebra aos poucos ou é rejeitado numa atualização da loja.
- Correções e pequenas melhorias. Usuário real encontra problema que nenhum teste achou.
Reserve a manutenção. Como regra de bolso, a Innowise recomenda guardar de 15% a 20% do custo inicial por ano para manutenção, correções e compatibilidade com novas versões dos sistemas.
É uma referência de empresa que vende o serviço, mas bate com o que se vê na prática: app sem manutenção envelhece rápido.
Quando um site ou um PWA resolve.
A pergunta mais útil antes de contratar é se você precisa mesmo de um app. Um site já responde bem a muita coisa:
- Seu cliente usa o serviço de vez em quando, não todo dia.
- Os usuários chegam pelo Google ou por um link no WhatsApp. App precisa ser baixado, e muita gente não baixa.
- Você não depende de câmera, notificação ou funcionamento sem sinal.
Existe ainda um meio-termo, o PWA: um site que pode ser instalado na tela inicial do celular e abre como se fosse um app. Na documentação da MDN há a explicação técnica. Ele não substitui um app em todos os casos, principalmente quando se precisa de recursos mais profundos do aparelho, mas custa bem menos e dispensa conta e aprovação nas lojas.
Quando o app faz sentido: uso diário, recursos do aparelho, notificações que importam, ou um produto cuja marca é o próprio aplicativo. Se o seu caso é mostrar informação e receber contatos, comece por um site, e leia também quanto custa um site.
Comece por um MVP.
MVP é a versão mínima que já resolve o problema central do usuário. Em vez de construir tudo o que você imaginou, você publica o essencial, observa o uso real e decide o próximo passo com dados.
Na prática, isso significa:
- Uma tarefa principal. Se o app serve para agendar, a primeira versão agenda. Relatórios, avatares e ranking ficam para depois.
- Poucas telas. Cada tela a menos é prazo e dinheiro a menos.
- Painel simples. O suficiente para a equipe operar.
- Medição desde o começo. Sem saber o que as pessoas usam, a segunda versão vira palpite.
O erro mais caro que eu vejo é gastar o orçamento inteiro em funções que o usuário nunca vai tocar.
Quanto eu cobro.
Eu desenvolvo aplicativos para iPhone e Android com React Native, um código só para as duas lojas. O preço é de entrada mais mensalidade:
- Aplicativo: R$14.900 de entrada mais R$590 por mês. A mensalidade cobre hospedagem, segurança, backup, monitoramento, atualizações de segurança, suporte pelo WhatsApp em horário comercial e um pacote pequeno de ajustes. O mínimo é de 6 meses; depois disso você cancela quando quiser e leva o código, o domínio e os dados.
- Custos de terceiros à parte: a anuidade da Apple, a taxa do Google Play e serviços externos que o app usar são repassados sem margem, em conta no seu nome.
- Descoberta paga: R$990, abatida do valor se o projeto fechar. São de uma a duas semanas para levantar o que o app precisa fazer, o que fica para a versão 2 e quanto custa chegar lá. Você sai com escopo, prazo e valor por escrito, mesmo que decida não seguir comigo.
Esse preço fica na parte baixa da faixa de mercado citada acima porque o escopo é o de um primeiro produto enxuto. Um app com marketplace, pagamentos complexos ou muitas integrações foge dessa faixa e entra em orçamento próprio, definido na descoberta.
Os detalhes do que está incluído estão na página de desenvolvimento de aplicativos.
Como decidir sem errar.
- Escreva em uma frase o problema que o app resolve. Se não couber em uma frase, o escopo ainda está grande demais.
- Teste a ideia antes. Um site, um PWA ou até um formulário e uma planilha mostram se existe demanda por uma fração do custo.
- Peça a proposta por escrito. Telas, funções, o que fica de fora, prazo e valor.
- Pergunte de quem são as contas. Apple, Google, servidor e código devem estar em seu nome.
- Pergunte o que acontece quando sair o próximo iOS. Quem atualiza, em quanto tempo e por quanto.
Se você tem uma ideia e quer saber se ela precisa de um app, me chama. Conversamos sobre o negócio, e eu digo com franqueza se o caminho é app, site ou algo mais simples.
Quer saber quanto fica o seu?
Me conta o que você precisa. Depois de uma conversa curta, o valor fechado vai por escrito.