Produto próprio
Voto por Ideias — Compare propostas, com a fonte de cada uma
Você responde a afirmações neutras sobre temas como economia, saúde e segurança, e o site mostra o quanto cada plano de governo combina com as suas respostas, tema por tema. Cada posição vem com a fonte pública de onde saiu, e as suas respostas ficam só no seu navegador. Na noite da eleição, o mesmo site vira apuração ao vivo com os dados oficiais do TSE, por estado e por capital.

- 1.800+
- 108
- 26
- 223
Problema.
Ler plano de governo é pouco prático: os documentos são longos, escritos em linguagem de campanha e difíceis de comparar entre si. E um comparador eleitoral corre um risco próprio: se guardar as respostas do eleitor, passa a ter um cadastro de opinião política, que a LGPD trata como dado sensível. Por fim, um site de eleição vive de picos curtos — precisa estar indexado antes da data e ter algo para depois dela.
Solução.
Plataforma em Next.js e Supabase que transforma as propostas dos planos de governo de 2026 em afirmações simples, com a fonte de cada posição à vista. Tem teste geral, teste do 2º turno, teste ideológico, comparação entre candidatos, apuração automática a partir do catálogo do TSE, acompanhamento de promessas com alertas por e-mail e um relatório pago. O cálculo roda no navegador, então o servidor não recebe as respostas. Por trás, Actions diárias guardam métricas, indexam páginas no Google e medem experimentos de oferta.
Resultado.
No ar em votoporideias.com.br. Mais de 1.800 testes concluídos entre 30/09 e 16/10/2026 (contagem do GA4, que não vê quem bloqueia rastreamento), 108 páginas de apuração geradas sozinhas do catálogo do TSE e pagamento real por Pix e cartão. Receita e dados de opinião não são divulgados.
Telas.
Prints do site no ar.







O que os dados mostraram.
Produto no ar gera número. Estes mudaram decisões.

O analytics perdeu um terço das vendas
O GA4 registrou 4 de 6 vendas: bloqueador de anúncio e a aba que o celular descarta enquanto a pessoa paga o Pix no app do banco. A venda passou a ser gravada no banco pelo aviso do Mercado Pago, e o GA deixou de ser fonte de receita.
O preço não era o gargalo
Quem gera o Pix paga (6 de 9); a perda está antes: cerca de 4% de quem vê o resultado clica na oferta. Um corte de preço foi revertido no mesmo dia; no lugar entraram prévia do relatório e um experimento A/B de texto, medido por cookie até a venda.
Um dia só se lê depois de 48 horas
O primeiro relatório de 16/10 mostrava 77 visitas do Instagram; com o dia fechado, foram 508. A hipótese de que o Instagram convertia mais caiu com o número certo. A Action passou a regravar o dia de anteontem.
Um bug visual escondido por dois meses
As barras de afinidade do resultado usavam uma animação de entrada que só era ligada na montagem da página — e o resultado aparece depois. Ficaram invisíveis desde agosto, e só um print de usuário revelou.
A parte difícil.
Todo projeto tem um ponto em que a solução óbvia não serve. Aqui foram estes.
Privacidade por design: não receber o que não precisa guardar
Convicção política é dado pessoal sensível na LGPD. Em vez de proteger um banco de respostas, a decisão foi não ter esse banco. As respostas ficam em sessionStorage, o cálculo roda no cliente e fechar a aba apaga tudo. Até o relatório pago é calculado no navegador, para que a compra e as respostas nunca se encontrem no servidor. A única saída é opt-in: um botão de contribuição anônima que só soma +1 em contadores por pergunta.
Neutralidade como regra de cálculo e de layout
Resposta 'não sei' ou pulada nunca conta a favor nem contra ninguém; posição mista vale meio ponto; pergunta importante pesa o dobro; posição com menos evidência pesa menos. Sem fonte, o site diz 'sem posição pública' — nunca supõe. Na tela, os finalistas têm o mesmo tamanho e a mesma cor, em ordem alfabética até o TSE declarar o eleito.
Apuração sem cadastro: o TSE como fonte de verdade
O TSE publica um catálogo com todas as eleições, cargos e abrangências. O site lê esse catálogo e descobre sozinho onde há 2º turno, gerando 108 páginas (estados, governador, senador, capitais). No 1º turno o TSE marca como 'eleito' também quem vai ao 2º; a situação escrita é o que distingue — um ensaio da Action da noite da eleição pegou isso antes do dia.
Cobrar sem ligar a compra às respostas
O cartão vira token no formulário do próprio Mercado Pago; o servidor sabe que alguém comprou, não o que respondeu. O acesso pago é um cookie assinado. Cada venda aprovada vira uma linha no banco (id, produto, valor, variante do experimento — nada pessoal), gravada por três caminhos que não duplicam: aviso do Mercado Pago, consulta de status e cartão aprovado.
O que eu fiz.
- Produto de ponta a ponta: teste, resultado, relatório pago, comparações, apuração e acompanhamento de promessas
- Apuração genérica a partir do catálogo do TSE: estado, cargo e capital como parâmetros, pronta para eleições municipais
- Pipeline de dados: Action diária grava GA4, Search Console e vendas no banco e em CSV, e publica o relatório num issue
- Experimentos A/B sem ferramenta externa: variante sorteada por cookie, anexada aos eventos e à referência do pagamento
- Checkout com Mercado Pago (Pix e cartão), Pix retomável quando o navegador descarta a aba, e aviso do pagamento gravando a venda
- Modelagem em Postgres (Supabase) com RLS, migrations aplicadas por Action e funções com chave do servidor
- SEO técnico: indexação diária pela API do Search Console, títulos guiados por consultas reais, dados estruturados
- Alertas por e-mail com confirmação dupla (Brevo), com domínio autenticado por DKIM
Stack.
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